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16 de abr de 2012

Vencer Várias Batalhas, Porém Não A Guerra...





“Eu não sou um homem, sou um campo de batalha.” (Friedrich Nietzsche)

Antes de iniciar esse texto, já aviso a quem quiser lê-lo que possivelmente será longo, pois se trata de uma das reflexões mais pessoais de todas que ousei postar nesse espaço virtual.

E, por ser tão pessoal, parte da impressão que tenho de ser mais fácil ao ser humano criticar os seus semelhantes, a elogiá-los...

Assim, vemos que sentimentos como inveja, egoísmo, cobiça, e outros que não pretendo ficar aqui enumerando, têm muitas vezes seu destaque em textos, em conversas, enfim, em todas as formas de expressão que nós, seres humanos, utilizamos.

Diante disso, resolvi escrever sobre a atitude que estou recebendo mais informações de críticas nos últimos tempos, embora muitas pessoas já escreveram sobre o assunto, expressando aquilo que quero dizer, e de uma forma muito mais aprimorada do que aqui redijo.

Mas, mesmo assim, resolvi expressar a minha opinião, com minhas palavras, demonstrando o que sinto sobre o tema.

Pois bem, como acabei de mencionar que quero demonstrar aquilo que sinto, parto desse ponto para dizer que, como já escrevi em outras vezes, sempre fui uma pessoa difícil de conseguir expressar meus sentimentos.

Acabei muitas vezes utilizando-me de uma “máscara” e “atitude” de “palhaço”, onde, maquiado, está sempre a sorrir, enquanto que por dentro tem as mesmas angústias e aflições que qualquer outro ser humano...

Isso não é contrário a minha opinião que se enfrentarmos as adversidades do dia a dia com alegria e bom humor as mesmas se tornam mais fáceis de serem transpostas, lição essa que tento aplicar em todos os momentos de minha vida (embora saiba que isso pode vir a incomodar, e muito, a algumas pessoas), mas, mesmo assim agindo, busco também o reconhecimento da minha vida ser igual à de qualquer outro ser humano, e, portanto, terei os meus momentos de quedas, falhas e imperfeições, as quais tento utilizar da melhor forma possível como aprimoramento interior.

Mas, voltando ao que quero expressar, ao criar esse espaço virtual, e arriscar-me aqui a expressar um pouco daquilo que penso e que sinto, tirando a “máscara” e “atitude” de “palhaço”, qual foi a minha surpresa a perceber que as pessoas se aproximaram de mim de uma forma mais sincera, criando verdadeiras e novas amizades, e com isso fizeram com que eu perdesse o receio de demonstrar quem realmente sou e aquilo que penso...

Assim, passei a acreditar que nós, seres humanos, temos sim momentos que se fazem necessários disfarçarmos aquilo que pensamos e o que sentimos, ou seja, não podemos ser “autênticos” 24 horas por dia, 365 dias do ano, em todos os momentos da nossa vida.
Mas, por mais que em determinadas situações assim devamos agir, também se faz necessário a busca que essas situações ocorram cada vez menos, e, quando ocorrerem, que sejam utilizadas para no futuro não se repitam, possibilitando assim o aprimoramento da forma que interagimos com nossos semelhantes.

Concluindo (embora achasse que esse texto seria mais longo, como mencionei no início), tentarei ao longo de toda a minha caminhada, vencer as batalhas de ser Eu Mesmo, sabendo que, contudo, não chegarei a vencer essa guerra, até mesmo porque enquanto estiver travando essa luta, poderei me considerar vivo, e na busca de ser alguém melhor.

Abs.,

Glauco.

“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.” (Mahatma Gandhi)

2 comentários:

luciana disse...

Oi amor, bom dia!

Acredito que nossa caminhada por aqui seja feita de pequenas batalhas. Cada minuto é uma batalha. Durante essa batalha, encontramos do outro lado da fronteira todo tipo de soldado, cada um defendendo seu ideal. Em momentos, alguns soldados se unem para lutarem juntos por determinada causa. Em outras situações, existem os soldados solitários, os soldados que preferem ficar camuflados para se defenderem muito mais do que atacarem. Soldados completamente loucos que saem dando tiros para todos os lados e soldados que passam a guerra toda escondidos de si mesmos.
Existem também os soldados que desenvolvem a capacidade de ordenar e com isso chegam a cargos de capitão. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Tem também o soldado que só sabe obedecer, será considerado o braço direito a vida inteira e no final, quem sabe, ganhará uma medalha de honra ao mérito.

Bom, como você disse, precisamos e podemos sim usar nossas máscaras e a maquiagem do palhaço para enfrentarmos a vida. Não temos a necessidade de provar para todos, sempre, que ganhamos todas as batalhas. Muitas vezes o soldado adversário pode sair do campo de guerra acreditando que ganhou, mas, no fundo de cada um terá a lição tirada da situação e cada um terá a sua vitória pessoal. As camuflagens da vida estão aí para quem quiser. Utilizando-as da melhor forma possível para que possamos aprender com nossas batalhas. Nem sempre o ganhador é aquele que saiu com o troféu na mão e sim aquele que aprendeu a lição.

Adorei seu texto...

Te amo sempre!!

bjs
Lu

Joel Munhoz de Oliveira disse...

Parabéns, muito legal o texto. Expressar os sentimentos faz muito bem para o coração. Ser a gente mesmo é a maior realização da vida. Abraço!

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