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4 de jul de 2011

MOMENTO DE CULPA...


“A própria consciência é o mais feroz acusador do culpado.” (Textos Judaicos)

Esse texto foi um dos mais difíceis de escrever, a começar pelo título.

Talvez por se tratar de texto destinado muito mais a mim do que aos outros...

Usando da profissão que resolvi seguir, no Tribunal da Vida, colhi provas, analisei-as, acusei a mim mesmo, tentei me defender sem sucesso, e me julguei culpado pelo momento que passo.

Tentarei descrever o que estou sentindo.

Li muitos textos nos últimos tempos, ressaltando que devemos saber conduzir nossa vida sempre na busca da felicidade, sabendo dos riscos que teremos de enfrentar no caminho, mas nunca fugindo dos mesmos.

Textos belos e maravilhosos que o autor conseguiu expressar pensamentos e ensinamentos para tornar menos árdua essa caminhada.

Mas li outros textos também onde se muito se destacou uma virtude que se torna essencial nesse instante da minha vida.

Refiro-me a COERÊNCIA.

Sempre acreditei que para estarmos bem com os outros, para os outros gostarem de nós, para os outros acreditarem em nós, para os outros confiarem em nós, Cabe a Nós inicialmente estarmos bem conosco, Cabe a Nós gostarmos de nós mesmos, Cabe a Nós acreditarmos em nós mesmos, Cabe a Nós confiarmos em nós mesmos...

Ou seja, torna-se bem difícil transmitirmos algo de bom para quem está próximo a nós, se só agimos assim na teoria, mas na prática agimos completamente pelo inverso.

E, quando nos sentimos num momento da vida onde, SEM MOTIVO ALGUM, a angústia, a ansiedade, e outros sentimentos não tão bons dominam o seu espírito e a mente, tentar transmitir algum ensinamento de vida se torna totalmente infrutífero...

Assim, sabendo que Cabe a Eu mesmo sair desse momento que me encontro, pois devo lembrar-me de Agradecer tudo o que alcancei em minha vida, a começar pela família amada que tenho ao meu lado, por ter saúde, a oportunidade de trabalhar, os amigos a minha volta, e que talvez sejam os principais ingredientes na busca da felicidade, nessa caminhada que traçamos todos nós, e ao me recordar desses pontos, possa daqui algum tempo recorrer da decisão que me impus, e conseguir me inocentar perante o Tribunal da vida...

Portanto, por mais que tenha sido difícil expressar o que se passa comigo, tentei, na busca de retomar o caminho correto.

Abs.,

Glauco

“A principal e mais grave punição para quem cometeu uma culpa está em sentir-se culpado.” (Sêneca)

3 comentários:

Cecilia sfalsin disse...

Lindo texto, um comartilhamento de sentimentos, algo que poucos tem, auto análise...Abraços

Valéria Braz disse...

Oi meu amigo Glauco... nenhuma idéia tenho do que está acontecento com você, mas diante do seu posto preciso te dizer:
O caminho que buscamos sempre está dentro de nós, as angústias são parte deste caminho, e na vida somos réus, vítimas e juízes de nóa mesmos. Portanto deixar que o juíz julgue o réu é permitir que a vítima que se encontra em nós sinta-se jutiçada.
Amigo se permita todas as punições que achar necessárias para encontrar o equilíbrio, mas jamais permita que o juíz interior crie punições onde não há julgamento, somente sentimento!
Beijo imenso em seu coração!

Jackie Freitas disse...

Olá meu querido amigo Glauco!
Esses dias estava conversando com um rapaz que está no processo de recuperação de seu vício: drogas! Ele buscou na igreja e na Palavra de Deus, respostas para as suas angústias e uma forma de atenuar toda a culpa que tem carregado por muitos anos. Disse-me que agora quer ser uma pessoa melhor para ele e para os outros.
Admirável consciência, mesmo que a sua duração seja pequena, não é? O importante, pensei depois, é que sejamos, sem dúvida alguma, pessoas melhores para nós e para os outros (mais para nós, sempre, porque é dessa forma que contribuímos para o crescimento coletivo). Entretanto, acho que não devemos ter qualquer intenção em nos tornarmos monges ou santos... Somos, sim, cheios de falhas e defeitos, vivemos perambulando entre os acertos e erros da vida, mas é justamente essa somatória de experiências que nos constitui humanos! Então, penso que não há a razões para culpas... há, sim, oportunidades de reconhecer aquilo que não nos faz bem e consequentemente aos que nos cercam... mas, nunca culpa! Não podemos ser culpados por existir ou por experimentar a vida, mesmo sabendo que somos donos de nossas escolhas e decisões... Devemos é sermos gratos pelas oportunidades e aprender com elas... Chegamos onde chegamos por isso...não pela culpa, mas pela força de continuar tentando. E tenho certeza que o que sempre tentamos é ser feliz...
Grande beijo e , como sempre, parabéns pela reflexão...você sabe que adoro!
Jackie

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