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25 de abr de 2011

Sem etiqueta, Sem preço...


Bom dia.

O texto é antigo, circula na Internet, mas senti vontade de publicá-lo hoje.

Abs.,

Glauco.


SEM ETIQUETA, SEM PREÇO...

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.

Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné.

Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo,
executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.

A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto.

Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço.

Afinal, o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes?

É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser?

Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro?

Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?

Uma empresa de cartões de crédito vem investindo, há algum tempo, em propaganda onde, depois de mostrar vários itens, com seus respectivos preços, apresenta uma cena de afeto, de alegria e informa: Não tem preço.

E é isso que precisamos aprender a valorizar. Aquilo que não tem preço, porque não se compra.
Não se compra a amizade, o amor, a afeição. Não se compra carinho, dedicação, abraços e beijos.

Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva.

A canção do vento que passa sibilando pelo tronco oco de uma árvore é grátis.

A criança que corre, espontânea, ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço.

O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria. E o calor que transmite dura o quanto durar a nossa lembrança.

O ar que respiramos, a brisa que embaraça nossos cabelos, o verde das árvores e o colorido das flores é nos dado por Deus, gratuitamente.

Pensemos nisso e aproveitemos mais tudo que está ao nosso alcance, sem preço, sem patente registrada, sem etiqueta de grife.

Usufruamos dos momentos de ternura que os amores nos ofertam, intensamente, entendendo que sempre a manifestação do afeto é única, extraordinária, especial.

Fiquemos mais atentos ao que nos cerca, sejamos gratos pelo que nos é ofertado e sejamos felizes, desde hoje, enquanto o dia nos sorri e o sol despeja luz em nosso coração apaixonado pela vida.

(Redação extraída do site “Vooz”, a partir de comentário de Willian Hazlitt, que circula pela Internet, em 25.04.2011)

10 comentários:

luciana disse...

Oi amor, bom dia!!!

Só posso dizer que realmente nossos pensamentos se completam... esse texto tem tudo a ver com o que publiquei...as pessoas costumam buscar o "valor" financeiro para dizer que é bom, para dar sua opinião dizendo que gostam de determinado "produto"...sempre acreditei que nem tudo que custa mais caro é o melhor... além de tudo aquilo que realmente "não tem preço"...
obrigada por publicar esse texto, eu mesma não conhecia...

Beijos
Te amo
Lu

Deny disse...

Nossa que lindo!

Pior que nós estamos caminhando para o que o texto fala.

Mania de dar valor apenas ao que tem contexto.
Mania de dar valor apenas ao que tem moldura.

É feio, mas é real.
É nosso comportamento diante uns dos outros.
É o que desaprendemos quando crescemos: ser humano de verdade.

Bem, mas nada que uma linda reflexão não possa dar um jeito.

Sabe, eu era MUITO assim (cm o texto descreve), mas de uns tempos para cá, desde quando vim embora, passei a olhar todas as coisas de um jeito diferente. Acho até que a saudade ajudou.

Acredito que passei mesmo a viver agora, pois creio que enquanto não aprendi a olhar e perceber os pequenos significados das coisas ou gestos de pessoas, estava apenas sendo um robô programado por uma sociedade insensível.

Linda reflexão!

=*

Krishna disse...

Amei o texto! Pode ser velho, mas sempre será atual.
Beijos

Gisele Munhoz disse...

Querido amigo Glauco!

Penso que para avaliarmos o quanto as situações ou pessoas tem valor em nossas vidas temos de olhar para dentro de nós mesmo, somente lá encontraremos as respostas.

Linda a mensagem, eu não conhecia.

Bjokas
Gisele

Mary Miranda disse...

Oi, Glauco!

Infelizmente vivemos num mundo onde as marcas são o que falam mais alto; muitos de nós só se importam com a imagem, o simbolismo.
Carlos Drummond tem uma crônica chamada 'Eu, etiqueta', que fala desses valores taxados em números.
O grande ator Antônio Fagundes há muito queria ter parado de fazer novelas, e se dedicar somente ao teatro, sua paixão maior, mas não pode.
Ele reparou que toda vez que lança uma peça de teatro em que ele esteja há muito tempo afastado da TV, suas peças pouco são comentadas.
Ao passo que ao contrário, é estouro de bilheteria!
A arte, com o tempo, fica fazendo parte de contexto específico para ser apreciada, os valores são invertidos...

Eu ainda não conhecia o texto, portanto, te agradeço por tê-lo nos apresentado, Glauco!

Um forte abraço,
Mary:)

Samanta disse...

Olá meu querido amigo !!!

Belíssimo texto, eu não conhecia !!!
Fiquei feliz ao constatar que não seria uma destas pessoas, pois não posso ver uma manifestação de arte nas ruas que fico lá embasbacada e apreciando estas belezas ! Ainda mais se fosse violino, um instrumento que me encanta !!
Fiquei feliz porque com esta constatação, puder ver que mesmo tendo passado anos cega para certas alegrias grátis que temos em nossa vida, hoje sei apreciar a simplicidade valorosa com que Deus nos presenteia diariamente !
Muito bonito mesmo, descreve bem quais são as riquezas reais da nossa vida !
Um abração apertado e boa semana pra todos vocês !!

Kassya Mendonça disse...

Glauco,
li este texto hoje de manhã, e realmente as pessoas não valorizam o que não pagam, basta ver nossas leis de transito, só são respeitadas quando pegam respectivamente no bolso.
Um violinista famoso, com seu violino carissimo, ignorado pelo publico que nem o reconheceu porque tocava de graça.
Quantas coisas caras deixamos passar em branco, porque não vemos o real valor delas?

beijos

Erica, O amor está na rede! disse...

Amigo Glauco,
Não sabia dessa história ocorrida no metrô de NY. É impressionante como o contexto realmente muda tudo (por isso mesmo que pessoas famosas adoram viajar para poder sair mais à vontade em lugares onde não serão reconhecidas) - neste caso, ninguém imaginaria que um músico famoso estaria naquele local.
Um belo incentivo para que possamos dar mais valor àquilo que não tem preço. :-)
Adorei a reflexão!
Abraços,
Erica

Jackie Freitas disse...

Olá querido amigo Glauco!
Belíssimo texto!
Muito me preocupa o valor que temos dado às pessoas e ao que nos cerca. Pessoas, cada vez mais, são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são... E os momentos são medidos como tempos perdidos e não como algum tipo de ganho. Entramos naquela questão Qualidade X Quantidade...
Adoraria poder parar numa estação de metrô e apreciar um bom número musical, porém, acho que eu faria parte dessa massa que corre de um lado para o outro, sempre com pressa e com pouco tempo para prestar atenção no canto de um pássaro! São os tempos modernos, infelizmente... E como toda e qualquer ambição tem o seu preço, esse é o altíssimo que pagamos...perdemos qualidade de vida. Estamos todos etiquetados, meu amigo, e a moeda cambial desse nosso mundo é justamente tudo aquilo que não tem preço!
Grande beijo e parabéns pelo belíssimo texto selecionado!
Jackie

Kamilla Keiti disse...

Nunca tinha visto, muito interessante, é uma mostra de como somos, olhamos mais pelo valor em que as pessoas colocam nas coisas, do que o valor que realmente elas tem.
Infelizmente olhamos pelas marcas e pelo dinheiro e nos esquecemos que olhar para o que realmente deveria chamar a atençao.
Obrigada e parabéns pelo post
Um abraço.

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